Reviews dB Duet

This may well be one of the more epic slabs of duo bass improv that’s come down the pike in many a moon. The photo of the two performers on the inside flap of the digipak bespeaks the very of definition of minimalism, a performance space that reveals where the most stark of audio architecture takes place. There’s nothing fancy here: just two gents alone in an unadorned room (studio? Stage?), a PA surrounding them, their arms bowing their upright double basses, fingers akimbo. Faustino and Madeira spread their twitching arco-santi through the most extended of techniques across three equally unforgiving and time-stretched tracks. The duo engage as two warring entities who expertly defy the monochromatic colorations—or even limitations—of their chosen tools. Who does what exactly becomes moot—each reacts with enough wow to offset his partner’s flutter. At times, the recombinant strings become rubbery enough to create deeply resonant purrs, until a sudden cessation of sound occurs, then the duo quickly reconstitute, exchanging a flurry of interlocking textures that achieve a near-volcanic intensity. These well-integrated if awry gestures conjure a bracing new form of post-classical audacity, birthed from improvisational duels that remove anything remotely ‘jazzy’ from the proceedings, a confrontational music whose acoustic presence doesn’t mitigate the sheer volume the duo force through their woods. Though the pioneering spirit of Gary Peacock or Eberhard Weber is naturally invoked, it is but a fleeting coincidence—Faustino and Madeira raise the bar here so decisively that they’ve begged a new vernacular in the process, one that sets a pretty high bar for any similarly-styled meetings to come. Extremely broad and incredibly close. – Darren Bergstein, Downtown Music Gallery

 

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A foto do interior deste “digipack” é bem elucidativa do que foi o concerto aqui registado: no palco estão dois contrabaixos e respectivos executantes, João Madeira e Hernâni, rodeados por uma floresta de colunas de som, ou o local não fosse o O’culto da Ajuda, em Lisboa, e o responsável da gravação Miguel Azguime, conhecido pela Orquestra de Altifalantes com que habitualmente apresenta composições acusmáticas, suas e de outros autores. Graves, agudos e intermédios são exponenciados por vários canais. Ouvimos o mais pequeno pormenor do que cada um dos músicos faz, como se estivéssemos uns centímetros diante dos instrumentos (mais ainda se a escuta for realizada com auscultadores). Ou seja, as três faixas do CD são de um maximalismo impressionante em termos de clareza, presença e detalhe, como se fosse possível observar a criação musical ao microscópio (ao telescópio?). Só que, neste caso, trata-se de música integralmente improvisada.

É a uma conversa entre iguais que assistimos, mas esta não se desenvolve em termos de concordância – algo que, ingenuamente, se entende que a música deve ser, uma incorporação una, cerzida, frankensteiniana, de cabeças, troncos e membros. A comunicação humana é bem mais complexa e contraditória do que isso, e o que vem nesta edição da inglesa FMR (sempre atenta ao que se faz em Portugal) surge-nos, sim, como um deleuziano corpo sem órgãos. Madeira e Faustino podem, por vezes, entrar em sintonia, mas no essencial o que ouvimos é discordância, contra-argumentação, conflito. Ora, o conflito é criativo e um importantíssimo factor de intriga, e o que este disco nos traz é precisamente isso, intriga, narrativa, uma sucessão de ideias com as suas lógicas específicas, que não apenas intuitivas (pois, há aquela noção de que improvisar é apenas intuir), e de histórias com registos emocionais vários, podendo ir do lamento à raiva e da explosão de alegria a uma imensa melancolia em poucos minutos. Nenhum dos contrabaixistas dirige ou acompanha, não há primeiros planos nem submissões ou estares passivos: tudo o que acontece, acontece em liberdade. Quem disse que até a um nível interpessoal tem de haver hierarquias? Rui Eduardo Paes 

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The year 2021 is very fertile with respect to double bass duos. After the magnificent 3 CDs box of Damon Smith with Peter Kowald, Joëlle Léandre, and Bertram Turetzky, comes this gem, recorded Live by Miguel Azguime at O’Culto da Ajuda, Lisboa, Portugal. Hernâni and João play a suite in three parts, combining obviously both bowing and finger picking, with all the more advances “prepared” bass techniques, alternative and “fake” sounds, and all that.”Primeira Parte” lasts over 19 minutes and has moderate toward slow tempo. “Segunda Parte” last 24 and a half minute, and is slower, more meditative and abstract. In terms of emotional and expressive content the most dense is “Final”, however, even though it is the shortest, less than 8 minutes long part. Great, absorbing music. Maciej Lewenstein

 

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Dopo più vent’anni di amicizia e di collaborazione musicale i due contrabbassisti portoghesi Hernâni Faustino e João Madeira hanno fatto un piccolo tour a Lisbona, registrando al O’Culto da Ajuda 2 concerti, di cui qui ascoltiamo gli estratti più interessanti. I due musicisti hanno spesso collaborato, con una ricca discografia alle spalle, insieme a tanti esponenti dell’avanguardia contemporanea e hanno l’esperienza e le capacità tecniche per fare un disco del genere. Lo si apprezza fin dall’inizio per la bella interazione degli strumenti, un dialogo rilassato che va subito in sintonia con le aspettative dell’ascoltatore, capace di coinvolgere con delle note che esprimono la voglia di fare musica insieme. È un linguaggio tutto loro, personale, felicemente registrato, intenso, in cui ci si racconta qualcosa di importante, lasciando da parte qualunque banalità. Si arriva alla fine del disco senza fatica, quasi cullati dalle corde dei due. Music Zoom